JAMES JOYCE
Finnegans Wake é o
último romance de James
Joyce, o
notável escritor irlandês
que representa o que há
de mais criativo e inventivo na literatura do
século XX.
Trata-de uma obra de extremo rigor compositivo, na qual Joyce cria uma
linguagem própria, onírica e plurilíngue, para
narrar a
história de uma família arquetípica
que representa toda a
humanidade. A
estética de Joyce deu-lhe
tal liberdade de criação que, numa palavra,
Joyce evoca passado e presente, mitos e lendas,
batalhas e filosofias, povos e
religiões, numa
celebração incomensurável do humano e do
viver.
É com o
objetivo de fazer uma pequena introdução ao Finnegans
Wake que traduzi, com a
permissâo dos autores, trechos de dois
livros que tratam desse romance.
O primeiro é
o livro A Word In Your Ear, de
Eric Rosenbloom, cujos
trechos podem ser
lidos aqui.
O outro é o
livro Again, de Nigel Best, que pode ser lido aqui.
LITERATURA BRASILEIRA
João
Cabral de Melo Neto (1920-1999) é o
poeta do rigor compositivo, racionalista e contido. Dono de uma poesia
anti-musical, apela ao intelecto e à razão para que o
acompanhemos no que tem a nos dizer. Sua obra é comumente
dividida em duas fases: a primeira trata do homem do sertão e
seu viver no seco e árido; a segunda, é a de uma poesia
que tem como objeto o fazer poético e o pensar sobre esse fazer.
É o que se chama de poesia metalinguística.
Fiz uma leitura de
um poema chamado A André Masson. É um poema que mostra a
influência surrealista na obra inicial desse grande poeta
pernambucano.

Augusto
de Campos
é, com Haroldo de Campos e Décio Pignatari, um dos
fundadores da Poesia Concreta, um movimento que abalou a vida
literária nacional. Sua poesia, assim como a de João
Cabral, é minimalista, racional e elíptica. Porém,
se distancia da de João Cabral por trabalhar abertamente com
códigos extra-verbais, como a música e a pintura. Augusto
e Haroldo de Campos são os primeiros tradutores do Finnegans
Wake para o português.
Fiz uma leitura de
um poema chamado Tensão, um dos meus preferidos.
LITERATURA INGLESA

D.
H. Lawrence
(1885-1930) é um profílico escritor inglês cuja
obra é marcada por um misticismo sensual, uma religião
primitiva, uma tensão sexual e forte influência da
psicanálise ou psicologia. Seu romance mais conhecido é
Lady Chatterley's Lover (O Amante de Lady Chatterley), talvez por ter
ido às telas de cinema. Women in Love (traduzido como Mulheres
Apaixonadas) é outro de seus romances. Segundo críticos,
o melhor dos romances. Não se engane pelo título.
Não se trata de um romance "romântico", no qual há
um sentimentalismo exacerbado. É nele que se encontra toda a
temática descrita acima e muito mais.
Minha leitura
é sobre um conto de Lawrence chamado The Blind Man (O
Cego).Nesse conto, Lawrence trabalha com temas como consciência
do corpo, um sensacionismo corporal, sexualidade e psicanálise
(a relação entre o consciente e o inconsciente).Essa
leitura está em inglês.
LITERATURA ESTADUNIDENSE

Edgar Allan Poe (1809-1849) é um
escritor, poeta e crítico estadunidense, considerado o inventor
do conto (short story) e das histórias de detetive. Entretanto,
é mais conhecido pelo lado gótico de sua obra, em contos
nos quais o macabro, o fantástico e a morte são temas
constantes. O Corvo (The Raven) é seu poema mais conhecido e um
dos mais traduzidos no mundo inteiro. A Filosofia da
Composição
é o texto em que ele explica em detalhes como esse poema foi
criado e é seu trabalho metalinguístico mais conhecido.
Minha leitura
é sobre um desses contos "macabros" de Poe chamado A Máscara da
Morte Vermelha (The Masque of
the Red Death). Minha
especulação é a de que Poe usava esses temas para
mascarar suas verdadeiras intenções. O leitor não
deve se contentar com a superfície, pois se mergulhar no texto
verá que há muito mais do que ele imaginava. Essa leitura
também está em inglês.