
O Finnegans Wake
(1922-1939) de James Joyce (1882-1941) elabora a
fragmentação
e reunificação da identidade durante o sono. A mente
masculina do dia
(como Joyce a caracterizou) é surpreendida pela mente
feminina da noite.
O resultado é um livro que penetra profundamente
alma inconsciente,
além da língua e, portanto, antes da língua, mas
forçado a
usar a língua para narrá-la. Os personagens vivem na
transformação
e no flux de um sonho, personificando a mente daquele
que sonha.
A mente humana - e
a história que ela cria em sua imagem - é multiforme
e complexa, mas
não um caos ou um vazio.
Sendo assim, no
Finnegans Wake, algumas coisas se sobressaem muitas
vezes quando
alguém o lê ou relê. O que segue é uma
introdução a
alguns desses temas
e pontos recorrentes de ordem - se bem que vistos
por minha
compreensão sempre crescente.
copyright © Eric Rosenbloom
tradução: Josenildo Marques
